Um cinegrafista da FNN registrou imagens da brasileira que está sendo procurada pela Polícia de Osaka por viajar com passaporte de enfermeira assassinada. A brasileira partiu do aeroporto Haneda, em Tokyo, para Xangai, na companhia de uma amiga chinesa.

A reportagem da FNN informou que desde o dia 25 a brasileira estava na casa da amiga, de onde quase não saía, a não ser para comer fora. Nas poucas saídas, ela era acompanhada pela amiga.

Na manhã do dia 27 ela foi vista conversando com a amiga em uma rua. Logo depois a brasileira voltou à casa, trocou de roupa, colocou um vestido, pegou um táxi e foi até o Consulado japonês em Xangai.

O desafio da nacionalidade

A Polícia de Osaka quer a que a Polícia da China envie a brasileira ao Japão, para as investigações da morte da enfermeira.

Japão e China não têm um acordo de extradição de prisioneiros, de forma que as negociações devem ser no âmbito diplomático. Outra questão é que o caso envolve uma pessoa de nacionalidade brasileira, não japonesa.

Como a acusação que pesa sobre ela na China é de estadia ilegal, o mais provável é que seja mandada para fora do país. Por ter a nacionalidade brasileira, existe a possibilidade de ser enviada ao Brasil.

Amigas de infância

A brasileira e a enfermeira Rika Okada, 29, eram amigas de escola. Em fevereiro, haviam se encontrado depois de 10 anos. Após isso, segue-se a história que acompanhamos nos últimos dias… O desaparecimento de Rika, o envio do corpo por “takkyubin”, a descoberta e o uso do cartão de crédito e passaporte da enfermeira pela brasileira que fugiu à China.

Mas muitas dúvidas ficam no ar.

Ferimentos à faca, que podem ter sido desferidos após a morte de Rika. Se o motivo foi passional ou por dinheiro, não fica claro. Não há como descartar a hipótese do envolvimento de terceiros. Para carregar o corpo da enfermeira até o “trunk room” que fica a 500 metros do apartamento da brasileira, em Hachioji (Tokyo), como ela fez? O peso, no mínimo, seria de 50 quilos. Nessa época a chinesa não se encontrava no Japão.

O pai da brasileira, entrevistado pelo jornal Yomiuri, disse que não fala com a filha há três anos. “O que aconteceu? Gostaria de perguntar a ela”, disse.

A brasileira veio ao Japão com a família, aos 7 anos de idade. Foi quando conheceu Rika. Há cerca de três anos, a brasileira começou a morar no apartamento em Hachioji com a ex-universitária chinesa. Não conseguia trabalhar por muito tempo em um mesmo lugar e as despesas eram cobertas pela colega chinesa.

A chinesa deixou o Japão em março e começou a trabalhar na China. A brasileira buscava outro lugar para morar.

Consulado japonês em Xangai. Foto: Jiji Press

 

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