Jornal Asahi pede desculpas por erros em publicações. Foto: Mainichi

Jornal Asahi pede desculpas por erros em publicações. Foto: Mainichi

No dia 20 de maio, a edição matutina do Jornal Asahi publicou uma reportagem baseada no “Relatório Yoshida” (o nome se refere ao ex-diretor da central nuclear de Fukushima, Masao Yoshida). O texto dizia que no dia 15 de março, “cerca de 90% dos funcionários do reator 1 desobedeceram à ordem de Yoshida e fugiram para o reator 2”.

Numa avaliação interna três meses depois, descobriu-se que foi um erro dizer que os funcionários tinham fugido. O presidente da companhia jornalística, Tadakazu Kimura, pediu desculpas em entrevista coletiva e disse que vai retirar o comentário. O motivo foi “erro de interpretação do repórter e falha da correção”, disse Kimura.

O editor Nobuyuki Sugiura explicou que “o ex-diretor Yoshida deve ter dado a ordem para os funcionários permanecerem no reator 1” (Masao Yoshida faleceu em 2013, vítima de câncer do esôfago). “Os funcionários não fugiram. A ordem não foi transmitida corretamente entre os funcionários”, disse Sugiura.

Presidente do Asahi, Tadakazu Kimura, renuncia ao cargo. Foto: Mainichi

Presidente do Asahi, Tadakazu Kimura, renuncia ao cargo. Foto: Mainichi

Escravas sexuais

Na entrevista coletiva do dia 11, os diretores da Asahi responderam às perguntas sobre outro assunto relacionado ao “Problema das Mulheres de Conforto”, termo usado no Japão para se referir às escravas sexuais dos soldados japoneses durante a Segunda Guerra.

Mais uma vez, o jornal reconheceu ter errado ao permitir as publicações nos dias 5 e 6 de agosto, na coluna do ex-soldado Seiji Yoshida, que teria participado da “caça às mulheres de conforto”.

O presidente do jornal Asahi, Tadakazu Kimura, pediu perdão pelos erros e disse que está renunciando ao cargo para assumir a responsabilidade. O editor-chefe de redação, Nobuyuki Sugiura também foi retirado do cargo.

 

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