As horas passam e o pesadelo continua. Negociações por parte da Jordânia atrasam a libertação dos reféns

Manifestantes se reúnem em frente à casa do premiê Abe, em Tokyo, para pedir a libertação de Kenji Goto. Foto: Jiji Press

Manifestantes se reúnem em frente à casa do premiê Abe, em Tokyo, para pedir a libertação de Kenji Goto. Foto: Jiji Press

Passado o prazo de 24 horas que o Estado Islâmico anunciou para matar o jornalista Kenji Goto e o piloto jordaniano se a terrorista Sajida al-Rishawi não fosse liberada, o mundo continua sem notícias por parte do grupo radical.

A emissora estatal da Jordânia informou no dia 28 que a terrorista nomeada pelo EI poderia ser solta desde que o piloto Muath al-Kasaesbeh fosse entregue com vida. Nada foi dito sobre o jornalista japonês.

Por outro lado, o EI havia anunciado no dia 27 que a troca de Sajida al-Rishawi (condenada à morte por matar 60 pessoas na Jordânia em atentados) seria pelo jornalista Kenji Goto, dentro de 24 horas. Um prazo que teoricamente teria se esgotado por volta das 23h do dia 28. A mensagem não citou a soltura do piloto, apenas que ele seria morto antes de Kenji, se a exigência não fosse cumprida.

Mãe do piloto Muath al-Kasaesbeh mostra as fotos do filho. Foto: Reuters

Mãe do piloto Muath al-Kasaesbeh mostra as fotos do filho. Foto: Reuters

O governo jordaniano ignorou essa parte e tenta negociar apenas com a vida do piloto Muath al-Kasaesbeh (capturado pelo EI em dezembro), o que estaria dificultando as negociações.

Questionado pela CNN,  o ministro jordaniano das Relações Exteriores, Nasser Judeh, disse que a libertação é uma das partes das negociações para a troca de reféns mas que a prioridade é a vida do piloto.

Muath al-Kasaesbeh foi capturado pelo EI após a queda de seu avião durante uma operação da coalizão liderada pelos Estados Unidos no leste da Síria em dezembro.

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