No Japão, a véspera de Natal é interpretada mais como um “dia dos namorados”, com casais de namorados lotando restaurantes e hotéis.

Manifestação pelas ruas de Shibuya (Tokyo) pede a “pulverização” do Natal. Foto: http://www.bengo4.com

Manifestação pelas ruas de Shibuya (Tokyo) pede a “pulverização” do Natal. Foto: http://www.bengo4.com

 

A obsessão para não passar o Natal sozinho vem sendo alvo de críticas. Alguns grupos, como o “Kakuhidou” (Aliança Revolucionária dos Solitários) chegam a realizar protestos contra o consumismo excessivo e a “liberdade de ficar só”. As imagens abaixo foram da manifestação no dia 22 em Shibuya (Tokyo).

 

 

O restaurante PiaPia, de Hachioji (Tokyo) chegou a recusar a entrada de casais no dia 24 para não deprimir os funcionários e os clientes sem companhia.

Cartaz escrito à mão na entrada do restaurante PiaPia em Tokyo adverte para a entrada de casais no dia 24. Foto: http://www.ecuavisa.com

Cartaz escrito à mão na entrada do restaurante PiaPia em Tokyo adverte para a entrada de casais no dia 24. Foto: http://www.ecuavisa.com

 

Para entender o porquê desses movimentos sociais, é preciso mergulhar na história do Japão.

 

O Natal se tornou popular na ilha em meados do século 20, com a presença das tropas ou diplomatas americanos, que deram origem a alguns costumes extravagantes, como comer frango frito (por falta de peru) ou bolo de Natal com creme branco e morangos (que lembram as cores da roupa do Papai Noel).

 

Num país onde menos de 1% da população é cristã, a data não tem um caráter religioso. O “clima natalino” chegou com algumas modificações, priorizando a troca de presentes, “Jingle Bells” e, inexplicavelmente, romantismo entre casais.

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