À esq., Yuko Obuchi, e à dir., a ministra da Justiça, Midori Matsushima. Foto: Mainichi

À esq., Yuko Obuchi, e à dir., a ministra da Justiça, Midori Matsushima. Foto: Mainichi

Primeiro foi a ministra de Economia, Yuko Obuchi (representante na Câmara Baixa pela região de Gunma), que entregou o pedido de demissão na manhã do dia 20 ao primeiro-ministro Shinzo Abe.

 

A segunda é a ministra da Justiça, Midori Matsushima, que disse estar disposta a entregar o cargo em resposta às acusações da oposição por ter distribuído “leques” durante a campanha eleitoral.

 

As duas baixas anunciadas por duas ministras escolhidas por Abe em dezembro de 2012 representam um duro golpe ao atual governo. A renúncia de Yuko foi provocada pelas denúncias de que uma organização política vinculada a ela teria usado ilicitamente recursos para comprar entradas de teatro aos afiliados. O desvio seria de ¥ 26,60 milhões (R$ 616.038,26) e ocorreu entre 2010 e 2011 quando Yuko era parlamentar. Há também a compra de produtos para bebê e roupas para uma empresa vinculada à família de Yuko.

 

Yuko Obuchi, filha do ex-premiê Keizo Obuchi, era a principal figura do atual governo. Foto: Sankei

Yuko Obuchi, filha do ex-premiê Keizo Obuchi, era a principal figura do atual governo. Foto: Sankei

“Sinto muito. Não consegui desempenhar meu papel para a recuperação da economia e desapontei o Gabinete que apostava nas mulheres”, disse Yuko, ao apresentar a demissão ao premiê.

 

No caso da ministra da Justiça, Midori Matsushima, senadores da oposição entregaram uma denúncia à Promotoria Regional de Tokyo sob suspeita de infração da Lei de Normas Eleitorais. Entre 2012 e 2014 o escritório de Midori teria confeccionado 21.980 leques no valor de ¥ 1,78 milhão (R$ 41.223,61) para distribuir em eventos dentro da área eleitoral.

 

O pedido de renúncia de Midori Matsushima ainda não foi entregue ao primeiro-ministro.

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