Dar um “restart” na vida de vez em quando faz bem

Essa será minha primeira viagem para Okinawa.

Por que Okinawa? Bem, pensei em um lugar diferente da correria de Tokyo… um lugar que me fizesse esquecer da rotina do dia a dia, do estresse do trabalho… algo como o Brasil, pra sentir o calor humano.

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Passagem de Narita a Naha, por ¥ 8.500 (R$ 185)

Em busca de novidades, faço também minha estreia em uma LCC (companhia aérea de baixo custo). Escolhi a Vanilla Airlines. Contrário às minhas expectativas, encontrei ótimo atendimento, bancos espaçosos, segurança no voo.

Aeroporto de Naha (Okinawa)

Aeroporto de Naha (Okinawa)

Três horas depois… tirava as fotos do Aeroporto de Naha, para fazer o registro.

De repente, fui abordada por uma jovem.

  • Você vai pegar o monorail? – pergunta ela.
  • Sim – respondo, meio surpresa. Em Tokyo não é normal alguém puxar papo assim. A não ser que a pessoa esteja perdida.
  • Se não se incomodar, gostaria de te presentear com esse passe válido por um dia. Dá para usar até amanhã a tarde – disse ela, me entregando ele.
Passe válido por 1 dia, no valor de ¥ 700 (R$ 15)

Passe de 1 dia, no valor de ¥ 700 (R$ 15)

Quanta gentileza! Nem 10 minutos por aqui e já começo a achar que tem algo diferente no ar.

Vejo o funcionário anunciando a chegada do monorail. Pensei que era seu dia de folga. Com aquela camisa e um jeitinho de que estava a passeio, enquanto segurava o megafone… mas descobri que esse é o “uniforme” deles. Simpático, ele me ajudou a carregar a mala.

Embarcando no monorail – aliás, o único que percorre Naha – vou até a estação Miebashi, onde reservei três noites num guesthouse. Sempre tive uma curiosidade por esses locais. Era a minha chance de trocar informações sobre Okinawa, conhecer pessoas novas…

Lá no fundo, a placa indicando o guesthouse Cam Cam

Lá no fundo, a placa indicando o guesthouse Cam Cam

Puxando uma mala com rodinhas e um guarda-chuva na outra mão, faço ziguezagues pelas ruas. Quem me conhece sabe que minha especialidade é me perder. Mesmo com mapa e GPS…

Não é que lá no fundo estava o guesthouse que procurava? Cam Cam, se chama ele. A primeira noite custa 1.500 ienes (R$). A partir da segunda, 1.000 ienes (R$). Ótimo! Pago na entrada, bato papo com a atendente doutros hóspedes: alguns estrangeiros, estudantes japoneses e mergulhadores.

A atendente me conduz para a ala feminina. Bem… é assim…

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Dois dois lados, três andares com “tocas” de madeira

Verdadeiras tocas de madeira. São três andares… Fiquei no de baixo.

Hora de dormir… Será que consigo?

Nankurunaisa!

Esse é um termo em dialeto de Okinawa que quer dizer “dá-se um jeito!”

Minha toca de madeira... senti o drama antes de entrar nela!

Minha toca de madeira… senti o drama antes de entrar nela!

 

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