Governo japonês vive o pesadelo do sequestro de dois cidadãos pelo grupo Estado Islâmico. Ainda não se sabe se estão vivos

 

O porta-voz do governo, Yoshihide Suga, em entrevista coletiva no dia 22. Foto: Sankei

O porta-voz do governo, Yoshihide Suga, em entrevista coletiva no dia 22. Foto: Sankei

De acordo com o vídeo divulgado pelo grupo Estado Islâmico, os japoneses Haruna Yukawa e Kenji Goto devem ser decapitados se o Japão não pagar um resgate de US$ 200 milhões. O prazo, de 72 horas, termina dia 23.

 

O porta-voz do governo, Yoshihide Suga, disse na entrevista coletiva na tarde do dia 22 que não se tem notícias dos reféns e que o Japão está fazendo todo o esforço possível para solucionar o caso.

 

“Pedimos a ajuda de representantes de países, grupos religiosos e líderes locais. Explicamos a todos que a ajuda financeira oferecida pelo Japão foi estritamente para fins humanitários, não bélicos”, disse Suga, acrescentando que o país não se curvará ao terrorismo.

 

Kenji Goto (esq) e Haruna Yukawa (dir)

Kenji Goto (esq) e Haruna Yukawa (dir)

Uma delegação japonesa foi destacada para a Jordânia para negociar a libertação dos reféns japoneses. O vice-ministro das Relações Exteriores, Yasuhide Nakayama, conversou com o rei Abdullah bin Abdulaziz Al Saud. “A situação é difícil, mas faremos o possível para ajudar”, disse o líder da Jordânia, sem entrar em mais detalhes.

 

A própria Jordânia se encontra em uma situação difícil, tentando negociar a libertação de um piloto capturado pelo grupo radical em dezembro. Um dos países que mais teve sucesso nas negociações para a libertação de reféns capturados pelo IE foi a Turquia.

 

Sem conexões fortes com a Síria, o Japão corre contra o tempo em busca de ajuda entre os países vizinhos e líderes locais. Resta apenas um dia.

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