Sede do Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar, em Chiyoda (Tokyo). Foto: Mainichi

Sede do Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar, em Chiyoda (Tokyo). Foto: Mainichi

O Japão corre contra o tempo para adotar medidas para possíveis casos de ebola que venham a ser detectados no país. Mesmo que o vírus seja encontrado, não há um sistema estabelecido para diagnóstico, segundo revelou no dia 16 o jornal Mainichi.

O país conta com modernos laboratórios capazes de analisar todo tipo de vírus mas existe uma lei que impede o manuseio de vírus perigosos como o do ebola. “Atualmente esses laboratórios só podem responder se há infecção ou não do ebola”, respondeu o Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar ao Mainichi.

DIFICULDADES PARA ANÁLISE

O Japão divide o vírus perigosos em quatro categorias. O ebola é classificado no nível de maior risco, restringindo as pesquisas a laboratórios ultramodernos.

Existem apenas duas instituições aptas: o laboratório do Instituto Nacional de Doenças Infecciosas de Musashimurayama (Tokyo) e o Centro de Biorrecurso Riken de Tsukuba (Ibaraki). Mas para realizar as pesquisas do ebola seria necessário uma autorização da população local.

Se um paciente for encontrado no Japão, o exame de coleta do sangue, urina e mucosa da garganta do paciente pode ser feito no laboratório de Murayama. O processo de incubação e cultivo do vírus, no entanto, estaria proibido, dificultando o diagnóstico correto.

Concluindo. O Japão só poderia fazer a análise inicial, sem diagnóstico completo. A lei atual pode garantir a segurança da população por agora… mas, e se o vírus chegar até aqui? Será que isso basta?

Hospital universitário de Atlanta onde a segunda enfermeira foi infectada com o vírus ebola realiza dedetização no dia 15. Foto: AP/Kyodo

Hospital universitário de Atlanta onde a segunda enfermeira foi infectada com o vírus ebola realiza dedetização no dia 15. Foto: AP/Kyodo

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