“Desaceleração” atinge o setor automobilístico no Japão
Fábrica da Honda em Sayama (Saitama), onde a produção foi interrompida nas sextas-feiras. Foto: Fuji Sankei Eye

Fábrica da Honda em Sayama (Saitama), onde a produção foi interrompida nas sextas-feiras. Foto: Fuji Sankei Eye

Afetada pelo aumento no imposto sobre o consumo, a indústria automobilística japonesa dá sinais de esfriamento. A Honda Motors decidiu parar a linha de produção todas as sextas-feiras na fábrica de Sayama (Tochigi). A medida vale entre outubro e novembro.

Outras montadoras como a Toyota e a Nissan reajustam a produção com redução das horas extras e trabalho nos feriados.

No caso da Honda, a redução da produção em Sayama tem como objetivo reajustar o estoque de carros que estão sobrando nas concessionárias e fábricas.

Os dias parados serão compensados a partir de dezembro em forma de trabalho no feriado. A montadora pode não conseguir alcançar a meta de venda de 1 milhão de unidades dentro do Japão.

Segundo a Associação de Fabricantes Automobilísticas do Japão, a venda de automóveis encolheu 0,8% em setembro, comparado ao mesmo período do ano passado, totalizando 518.774 unidades vendidas.

A demanda por carros pequenos “kei-jidousha” subiu 2,5% mas pode encolher a partir de março de 2015, quando sobe o imposto sobre esses veículos.

A indústria automobilística representa cerca de 20% de todo o setor manufatureiro, englobando um amplo setor peças e componentes. Se as vendas esfriarem mais ainda, a economia do Japão pode perder a força.

 

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