O Japão enfrenta seu momento mais crítico para tentar reanimar a economia. Os casos voltaram a aumentar nos últimos dias. Só hoje, 7 de julho, foram confirmados 211 novos casos em todo o país, dos quais 106 só em Tokyo. Há seis dias seguidos que a capital soma mais de 100 novos casos diários. Como equilibrar a prevenção e a retomada da economia? 

A tradicional pesquisa do Banco do Japão para medir a confiança dos empreendedores, “Tankan”, mostrou que em junho, o setor industrial atingiu o pior nível desde o Choque Lehman. Entre as pequenas e médias empresas, o panorama é complicado. Aquela “falta de mão de obra crônica”, de repente mudou de cenário, e começa a sobrar gente nas empresas.

Desde a suspensão do estado de emergência no final de maio, a economia se recuperou levemente. Mas para o reaquecimento total ainda falta um longo caminho.

Essa situação não é exclusiva do Japão. Governo e bancos centrais de todo o mundo vêm fazendo esforços para manter a rotatividade, tanto nos negócios como nos empregos. O Japão, calejado com as lições aprendidas de tragédias do passado, recorre a medidas que vêm segurando a economia de alguma forma.

Só que o desafio começa daqui para frente, com essa alta de novos casos. 

Tudo de novo?

Imagine se, mais uma vez, o comércio for obrigado a fechar suas portas… os negócios já estão bastante fragilizados. Será inevitável: o número de desempregados vai disparar, o que já vem acontecendo entre os trabalhadores não efetivos. 

A segunda onda dessa pandemia pode obrigar o governo a adotar medidas ainda mais rigorosas do que a primeira. É preciso estar preparado.

Manter a vida e a segurança da população, têm seu preço. Além das medidas econômicas, o Japão bem que poderia ampliar de uma vez por todas, os testes de PCR para detecção do vírus. Já sabemos que o sistema hospitalar funciona mesmo, e é um dos mais eficientes do mundo, com poucas mortes por coronavírus. Mas por que essa resistência em aumentar os testes? 

Com a pandemia ainda assolando boa parte do mundo, o futuro continua incerto. Até a chegada de uma vacina, precisamos continuar mantendo o distanciamento e todos os cuidados para evitar o contágio. 

Que até lá, a confiança empresarial não seja minada, por favor!
As dificuldades são imensas, mas não é impossível buscar saídas, investindo em tecnologia digital, novos serviços e promovendo parcerias. Desistir, jamais! 

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