No último dia em São Paulo, o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, fez um discurso para cerca de 1.200 japoneses e descendentes que vivem no Brasil. “Kizuna o yori futoku shite iku” (vamos fortalecer os laços ainda mais), disse Abe ao prometer apoio à comunidade nikkei.

O premiê citou a ajuda recebida pelos nikkeis no Brasil logo após o terremoto de março de 2011, no valor de ¥ 600 milhões (R$ 13,22 milhões). Em resposta, Abe vai incentivar a formação de voluntários da Agência Internacional de Cooperação (JICA) para trabalhos locais e fortalecer o ensino do japonês no Brasil.

Estima-se que a comunidade nikkei na América Latina chegue a 1,80 milhão de pessoas, das quais 1,60 milhão vivem no Brasil.

Abe disse durante o Fórum Econômico que conta com o Brasil e os países da América Latina para a retomada do crescimento da economia japonesa. Resumiu os objetivos na região com três frases: progredir juntos, liderar juntos e inspirar juntos.

Depois de informar que o Japão investe anualmente US$ 30 bilhões na América Latina, o premiê lembrou das parcerias entre os dois países, como projetos de plantio de soja nos cerrados.

O primeiro-ministro terminou no sábado a visita de uma semana a cinco países: México, Chile, Colômbia e Trinidad Tobago e Brasil.

DIPLOMACIA JAPONESA

À parte o fortalecimento dos laços com os países da América Latina conquistada nessa última viagem pelo primeiro-ministro, o Japão vive dias de tensão com os vizinhos. Uma dos assuntos urgentes é em relação à crise na Ucrânia.

Tem também o disparo de mísseis por parte da Coreia do Norte e o caso dos japoneses sequestrados pelo regime comunista que ainda não foi resolvido.

Marcado ainda pelas guerras passadas, o Japão ainda convive com problemas de disputas por territórios com China, Coreia do Sul e Rússia.

Em meio a tudo isso, o que o Japão mais espera é um novo parceiro para se fortalecer em âmbito global e conseguir um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU.

Que a turnê à América Latina não termine apenas como uma visita novidosa, mas no fortalecimento de laços realmente vantajosos para todas as partes.

 

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