Entenda porque aumentam os casos da “bactéria que come carne” no Japão

Bactéria Streptococcus pyogenes do grupo A de Lancefield (Foto: National Institute of Infectious Diseases)

Bactéria Streptococcus pyogenes do grupo A de Lancefield (Foto: National Institute of Infectious Diseases)

 

O Japão está prestes a terminar o ano com um recorde de 469 vítimas da “bactéria que come carne”. Em cerca de 30% a 40% do casos, a infecção terminou em morte.

Os sintomas começam com fadiga e tontura e depois os pacientes apresentam inchaço nas mãos e pés. Se não for tratado adequadamente pode levar à morte em 24 horas.

O termo “comedor de carne” se refere a graves infecções de pele e músculo e que podem ser causadas por uma grande variedade de bactérias, como a Streptococcus pyogenes do grupo A de Lancefield.

O número de pacientes era de cerca de 200 casos por ano mas desde 2015 o nível dobrou para mais de 400.

O diretor do St. Luke’s International Hospital de Chuo (Tokyo), Keiichi Furukawa, citou entre os motivos para explicar essa alta, “o aumento de idosos e pessoas com imunidade mais baixa, além do aquecimento global”.

Fukukawa fez uma comparação com as infecções de streptococcus, que costumam aumentar entre os meses de março e setembro, justamente os mais quentes no Japão.

A infecção por streptococcus não é rara e chega-se a supor que em 20% dos contágios, o vírus costuma permanecer na garganta. Quando o corpo fica fraco, essas bactérias costumam provocar inflamação nas amígdalas. É quando as “bactérias que comem carne” costumam se aproveitar.

Exemplos de casos registrados

bacteria-21. Um homem de 29 anos procurou o hospital com febre de 38,2 graus. Foi medicado com antibiótico mas no dia seguinte apresentou vermelhidão nas pernas. A febre aumentou para 40 graus no terceiro dia. Uma hora após ser internado entrou em choque. As partes atingidas pela bactéria foram retiradas do corpo e ele foi curado depois de 34 dias internado.

2. Uma mulher de 66 anos foi atendida no hospital com febre e uma mancha vermelha de 2 a 3 cm na barriga. Cerca de 2 horas depois toda a barriga ficou vermelha e em seguida preta. Em estado de choque, a paciente teve toda a parte da barriga infeccionada retirada. Recebeu alta depois de 30 dias hospitalizada.

Como prevenir?

Na página do Ministério da Saúde as recomendações são simples: lavar bem as mãos e tomar todas as precauções para o contágio.

O doutor Fukukawa, entrevistado pelo jornal Sankei, deixou outra recomendação: “se sentir tontura, dor na garganta, fadiga, apresentar febre ou vermelhidão em alguma parte do corpo, procure logo um hospital”.

 

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