“Ela não vai mais voltar”, lamenta marido de brasileira que morreu durante exame de saúde

A revista NEWS Post Seven publicou uma reportagem lembrando o caso da brasileira Rosalina Keiko Masuko que morreu ao escorregar da maca enquanto era submetida a um exame de raio X do estômago, em Gunma.

Exemplo da posição para o exame. Foto: blogs.c.yimg.jp

Exemplo da posição para o exame. Foto: blogs.c.yimg.jp

Anualmente, cerca de 10 milhões de pessoas realizam o exame com ingestão de sulfato de bário para prevenir o câncer de estômago no Japão.

O especialista em endoscopia, Masafumi Tabuchi, da Universidade de Tokyo, chamou a atenção para os riscos do exame de raio X com bário, criado há 30 anos. “Não é eficiente para a descoberta do câncer na fase inicial. O recomendável é o exame por endoscopia”, aconselhou o médico, citando inúmeros acidentes envolvendo o exame com bário.

A Agência de Equipamentos Farmacêuticos e Médicos registrou 50 casos de acidentes envolvendo o sulfato de bário. Os mais graves incluem perfuração do cólon, retal e aparelhos digestivos, devido ao endurecimento do líquido dentro do organismo. Em alguns casos, as consequências foram fatais.

No caso da brasileira, de 58 anos, que morreu dentro do veículo móvel durante o exame, a causa foi uma queda. Deitada de bruços, a maca foi inclinada para manter a cabeça para baixo. Foi quando Rosalina escorregou.

Sulfato de bário

Sulfato de bário

Após o acidente, a Sociedade Japonesa para Exame de Câncer Gastrointestinal emitiu um aviso para que no caso de estrangeiros e idosos, os exames sejam realizados com acompanhantes.

O marido de Rosalina, no entanto, entrevistado pela NEWS Post Seven, disse que ela não tinha problemas de comunicação em japonês, pois morava há 20 anos no Japão.

Na entrevista, o marido disse que pode ter havido uma falha por parte da empresa que realiza o exame, ao retirar a trave de segurança para evitar quedas na altura do ombro.

“Ela sofria de diabates. Como estava sem comer nada para fazer o exame pode ser que passou mal e caiu. Por mais que eu procure uma explicação não adianta. Ela não vai mais voltar”, disse ele.

A Associação de Bem-Estar do Trabalhadores do Japão (Zen-Nihon Roudou Fukushi Kyoukai) que fez o exame, recomeçou as atividades sem esperar o resultado da perícia.

Segundo a reportagem, o caso está sendo investigado pela Polícia de Gunma como suspeita de negligência profissional seguida de morte.

 

Brasileira morre durante exame de saúde

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