Panfleto do Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar sobre o sistema de adoção

Panfleto do Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar sobre o sistema de adoção

Sim, é. Mas o sistema de adoção (Satooya Seido) é diferente do Brasil. Aqui é mais comum adotar a criança sem cortar relações com os pais biológicos. Existe ainda o sistema de adoção completa (Yooshi Engumi Seido), sem essa relação com os pais biológicos. E os estrangeiros também podem adotar crianças japonesas, desde que morem no Japão.

Os interessados devem se inscrever no Centro de Consultas Infantis da Seção de Assistência Social à Criança (Jidou Soudanjo) mais próximo. Clique aqui para ver a lista de telefone e endereço no site do Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar (está em japonês).

Nestes centros, os futuros pais são avaliados por especialistas. A avaliação varia conforme a região. Alguns exigem que os pais adotivos tenham mais de 27 anos de idade, moradia com pelo menos dois quartos, entre outros requisitos. Mas existem algumas condições básicas, como ter uma vida familiar harmoniosa, condição financeira estável, boa saúde física e mental. Uma vez aprovados, os futuros pais devem fazer um curso.

O sistema de adoção ocorre para crianças que foram enviadas para a assistência social por algum dos seguintes motivos:

  • Os pais ficam hospitalizados durante 1 ano ou mais (Tanki Satooya).
  • Os pais que, por vários motivos, não têm condições de cuidar do filho. Nesse caso, a criança fica com os pais adotivos (Youiku Satooya) ou parentes (Shinzoku Satooya) que ficam incumbidos de criar a criança.
  • Mesmo no caso do Youiku Satooya, os pais adotivos podem entrar com o pedido de adoção completa (Youshi Engumi).
  • Crianças que sofrem de violência doméstica são deixadas aos cuidados de famílias especializadas (Senmon Satooya) que estarão incumbidas na criação e, além disso, oferecerão suporte psicológico. Nesse caso os pais adotivos devem participar de um treinamento.

Segundo a Associação Nacional de Pais Adotivos existem cerca de 47 mil crianças à espera de uma família para adoção no Japão mas apenas 12% conseguiram um novo lar (dados de 2012).

Outra entidade bastante procurada entre os japoneses com dificuldades na criação dos filhos é a NPO Baby Pocket. O atendimento é em japonês.

“Mothers – A opção das mães” é um documentário japonês de 48 minutos que mostra os dois lados da adoção no Japão

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