Durante cerca de 70 anos desde o final da Segunda Guerra Mundial o Japão veio trilhando pelo caminho da paz, mas hoje se depara diante de um grande impasse.

Como se não bastassem os constantes conflitos diplomáticos e territoriais com países vizinhos, o país está na mira dos mísseis disparados pela Coreia do Norte.

Será que o Japão seria capaz de se defender sozinho e cumprir sua função de zelar pela paz e estabilidade na Ásia-Pacífico?

Uma alternativa seria essa: seguir firme no artigo 9 da Constituição e continuar na trilha de sempre como um país pacífico que aprendeu com os arrependimentos da guerra. Antes de mais nada, o Japão tem o dever de tentar de tudo pelo equilíbrio internacional.

Ontem (3 de maio), no Dia da Constituição, o primeiro-ministro Shinzo Abe divulgou um vídeo com a seguinte mensagem: “que 2020 seja um ano no qual colocaremos em prática a nova Constituição”.

Abe citou o artigo 9, afirmando que a nação tem o direito de discutir a existência de um exército.

Em nome da segurança nacional, Abe propõe fazer uma mudança na interpretação do texto da Constituição e acrescentar o direito à “defesa coletiva”.

A opinião do premiê tem encontrado apoio entre uma parte da população. Mas outra parte discorda sobre a necessidade de mudar o artigo 9, que foi a base do país durante todos esses anos.

Uso da sabedoria

Abe, durante encontro para discutir a reforma na Constituição. Foto: Sankei

Se os Estados Unidos resolverem atacar a Coreia do Norte, é inevitável que o regime comunista desconte no Japão e Coreia do Sul. Mas será que o Japão está fazendo o suficiente para fortalecer o diálogo entre EUA, Coreia do Sul, China e Rússia a fim de resolver esse impasse?

O Japão não precisa entrar no jogo dos outros, partindo para o ataque com a oficialização do Exército mas sim, poderia usar a sabedoria em busca da solução.

Por coincidência este ano completam-se 25 anos desde que o Japão passou a participar das operações da ONU em apoio pela paz. Foram várias missões realizadas, mas durante todos esses anos, nenhum tiro foi dado por parte dos soldados japoneses e tampouco nenhum soldado japonês matou ou foi morto.

A imagem pacífica do Japão foi garantida pelo artigo 9 da Constituição. Se a Constituição mudar e o Japão passar a enviar soldados do “Exército” no lugar das forças de “Autodefesa”, o que aconteceria?

Até então a maior parte das missões japonesas em áreas de conflito têm sido na distribuição de mantimentos, assistência médica e prevenção de desastres. A confiança internacional veio naturalmente ao longo de anos de exemplo. Seria uma pena o Japão perder toda essa base.

Um país tão sábio, poderia usar sua experiência independente do poderio militar, como líder da Ásia. O que precisamos é de decisões imparciais e inteligentes que mantenham o equilíbrio do mundo.

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