Cenário do treinamento em Gotemba (Shizuoka). Foto: Asahi

Cenário do treinamento em Gotemba (Shizuoka). Foto: Asahi

Cerca de 3.900 pessoas participaram no dia 19 do treinamento de prevenção para uma possível erupção do Monte Fuji. O projeto foi liderado pelos bombeiros de três províncias: Shizuoka, Yamanashi e Kanagawa.

No cenário da simulação, os resíduos vulcânicos eram expelidos a uma altura de 2 mil metros da montanha. Idosos e crianças foram conduzidos em ônibus, enquanto o restante dos moradores buscava o refúgio em carro.

Simulação de possível erupção no Monte Fuji

Simulação de possível erupção no Monte Fuji

>>> A causa poderia ser um grande terremoto

Pelo menos pode ter sido a causa da última vez que o Monte Fuji acordou, em 1707. A erupção começou 49 dias após um terremoto de M8.6 a M8.7.

>>> Alterações um mês antes

A alteração da pressão do magma no interior de um vulcão provoca tremores imperceptíveis ao ser humano. Esses tremores vão aumentando de intensidade e quantidade conforme o movimento do magma. Por enquanto não existe um mecanismo capaz de identificar as erupções sem erro.

Cinzas lançadas pelo Monte Fuji chegariam a Shinjuku (Tokyo) em duas horas

Cinzas lançadas pelo Monte Fuji chegariam a Shinjuku (Tokyo) em duas horas

>>> Qual seria o cenário?

Uma dos primeiros sinais detectados no início da erupção seria a vibração dos vidros das janelas. Em seguida viria a chuva de cinzas. Num cenário como o de 307 anos atrás, as cinzas alcançariam uma área de 20 mil metros, chegando até Tokyo em 2 horas, conforme o vento. A distância entre o topo do Monte Fuji até o Tocho (prédio do governo Metropolitano de Tokyo) em Shinjuku é de 95 quilômetros. Na última erupção do “Fuji-san” as cinzas chegaram a acumular 5 centímetros na capital Edo (atualmente Tokyo).

>>> Possíveis danos em Tokyo

  • Queda de energia – interrupção das usinas que geram energia.
  • Falta de água potável – com acúmulo das cinzas nas reservas.
  • Congestionamento no trânsito – cálculo de 515 voos cancelados por dia, trens parariam com acúmulo de 5mm de cinzas nos trilhos, haveria derrapamento nas estradas.
  • Falha nos sinais de comunicação, principalmente entre as operadoras de telefones celulares.
  • Pânico – estima-se que 10 milhões de pessoas ficariam sem poder voltar para suas casas, utilizando os meios de transporte normais, haveria escassez de produtos nas lojas e supermercados.
  • Problemas de saúde – cerca de 12,50 milhões de pessoas poderiam apresentar alguma anomalia no sistema respiratório devido à inalação das cinzas. Quem usa lentes de contato deve retirar imediatamente.
  • Prejuízos agrícolas.
  • Já os prejuízos financeiras poderiam alcançar ¥ 2,50 trilhões.

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